sexta-feira, 16 de junho de 2017

Lugar das bolsas

bolsa
ela fazia
noite e dia
belas as bolsas
para todos os fins
de todos os tamanhos
em muitas cores e padrões
bolsas com zíper e com botões
todas muito seguras e de qualidade
para todos os gostos, todas as idades
bolsas de cores bacanas: azul, vermelho
amarelo, prata, dourado, preta ou branca
com ou sem alças, argolas, fivelas, adornos
transpassadas, necessaires, bolsas carteiras
bolsas de festas, bolsas de ombros ou hobos
bolsas de todos os gêneros, masculinas, gay
femininas, e quantos sexos possam existir
ela criava, novos modelos, sem demora
em quantidade, personificada, na boa
na moda: bolsa totem, shopping bag
fazia dos modelos mais refinados
aos modelos bem mais simples
e comia o tempo na costura
dormia guardada no fio
das linhas de guardar
sua vida ganhava
transformada
numa bolsa
de valor

Sandoval Fagundes, CASA6 - terça-feira, 16 de junho de 2015
03:36:23

domingo, 11 de junho de 2017

Lugar não morado



aqui
o andante
sei que habito
o estado presente
a rede que embalança
no solo ausente e instável
ainda que não seja acontecido
plantado ou suspenso nas árvores
no chão nascido e firmado em carinho

Sandoval Fagundes - Casa6 - quarta-feira, 11 de junho de 2014
10:42:36

sábado, 10 de junho de 2017

Lugar amoroso

se
mito
se minto
já sei amar
em todo não
me entrego sim
e quando me nego
ainda sou da ternura
dedico, escuto e observo
ofereço sem desejar retorno
acredito que compreendo na vida
a missão de viver e sofrer de amor
todas as dúvidas e seus significados
dos rancores e das interpretações
não desfazem o afeto que existe
me é impossível dissolver o sol
adoçando as gotas da chuva
a mágoa turva, os vapores
sem o carinho ou apego
e do horizonte amado
nos corpos da arte
onde sem o ódio
sem falsidade
algum mito
do amor
eterno
vive
Sandoval Fagundes - Casa6 , terça-feira, 10 de junho de 2014
1:39:07

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Lugar do artista popular

Vida
de artista
comunicação
a arte popular
da nossa cidade
Mago das Placas
desenha o coração
com seu belo traço
vida longa guerreiro
viva o amor dedicado
puro humor sintetizado
para história registrar
onde a verdade é bem dita
bendito o artista do povo
o querido artífice da alma
que sabe a nossa vida contar

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Lugar da receita

amor verdadeiro
é um alimento caro
não se paga com dinheiro
sua moeda é paciência e muita
intensidade de carinho no preparo

Lugar desfeito

a mente
lugar desfeito
perdedor avessado
guardei a minha pessoa
na face arranhada do presente


sábado, 3 de junho de 2017

Lugar teu



é
tua
a flor
colorida
e cheirosa
será uma rosa
de pétalas suaves
na pele aveludada
dos poros sensíveis
que falam de amor
da pureza da vida
que sabe sonhar
percebe a dor
de ser nua
gloriosa
verve
tua
é

Sandoval Fagundes - sexta-feira, 17 de março de 2017
21:41:45

sábado, 3 de setembro de 2011

Combustível




eu
letargo
na queima
da cor suave.
ela os tangia rubra
amável e inflame na alegria
seu ato crepúsculo de fios rubros
revolta ventania na cabeleira em chamas
fundiam os ardores astrofísicos da solidão pura
a soma de todos os saltos quânticos dos sons pesados
vibrando a dor dos motores e carinhos absolutamente flutuantes.

Sandoval Fagundes, João Pessoa - sábado, 3 de setembro de 2011
15:20:19

Vento

sibila
incendeia
a mata virgem
rege sinfonia atlante
ateia suavemente a flor
acarinha a folha que balança
propaga os sussurros dos apegos
espalha um cheiro intenso de jasmim
balança o bambuzal percutindo seu caule
assovia
encantando
as brenhas cerradas
orquestra os sons dos arbustos
afaga tuas folhagens com sopros firmes
abraça o tempo de sentir os aromas verdes
movimenta os feixes de bambus performáticos
cintila
arrebata
raízes aromáticas
satisfaz tua harmonia
levita o anseio da floresta
estremece o solo estável da flor
dissolve o mel do tempo no silencio


Sandoval Fagundes, João Pessoa - quinta-feira, 1 de setembro de 2011
09:21:07



.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Aplique na fotografia

A ti percebo faceira passagem
já suturado na tua renda
hoje vivo da tua chita
e respiro teu filó

De ti recebo exultante paisagem
ansia de engolir tua alvorada
fatias de lua na luz tecida
completo sol é teu filó

Sandoval Fagundes, João Pessoa - domingo, 2 de janeiro de 2011

sexta-feira, 16 de abril de 2010

A peleja do hoje com o agora

Como estás?
muito trabalho imagino eu
hoje é a cantilena do povo
não vejo mais ninguém se encontrando
para trocar idéias
para se divertir...
...cantar, fazer poesia
dançar...
(estamos ficando velhos, amargurados,
sem tempo para o outro)
...nem que seja para falar das infelicidades
ou de como estar feliz sem o outro...

êta modernidade arretada!

Estou bem!
Eu já nem sei o que faço
o agora é apenas o possível da humanidade
todos se encontram na dúvida
para trocar energias
para se recompletar...
...cantar, fazer poesia
dançar...
(já nascemos velhos, endividados
com o futuro do outro)
...vem! Inteira, para questionar nossas dependências
ou de como aprender a ser feliz sem fazer sofrer o outro...

êta humanidade arretada!



Maria Augusta e Sandoval Fagundes

Destino quadrilátero

da pedra atirada
joguei-me no círculo
das idéias
proferida a palavra
abandonei-me ao quadrado
dos limites
perdida a ocasião
abdiquei-me do triângulo
das evidências
depois do tempo já passado
resignei-me aos pontos
de interrogação

Sandoval Fagundes, João Pessoa - quinta-feira, 15 de abril de 2010
00:02:45

terça-feira, 30 de março de 2010

geometria

mania de compasso é arremessar
o espírito giratório no Japão
com a perna fixa no sertão

costume de esquadros é em par
de quarenta e cinco dobrado
ao trinta por sessenta casado

loucura de régua é saltar
de ponto e ponto na reta
a linha infinita e deserta

Sandoval Fagundes, João Pessoa- terça-feira, 30 de março de 2010
07:49:46

quinta-feira, 25 de março de 2010

astronauta

eu
poeta
curioso
navegando
na pele do teu céu
onde só uma estrela havia
antes do episódio que te constelou



Sandoval Fagundes, João Pessoa - quarta-feira, 24 de março de 2010
16:23:08

dilúvio

me falaram que eu escrevo como rocha
mas na lava quente não se deve tocar
então prefiro escrever como água
liquidificando o pensamento
na fonte das palavras

Sandoval Fagundes, João Pessoa - quinta-feira, 25 de março de 2010
00:13:54

quarta-feira, 24 de março de 2010

marcianita

eu quero o fogo de marte na lua
o astral do leão no paraíso
a proteção de Samuel
o pó de mostarda
as essências
os sândalos
a ametista
o gerânio
o hortelã
o chá
eu quero o olho-de-cabra na violeta
o cardo no ferro e nos arbustos
o amparo de São Jorge
a pimenta vermelha
a ovelha de Áries
nos domingos
o diamante
nas terças
o talismã
o cristal

Sandoval Fagundes, João Pessoa - quarta-feira, 24 de março de 2010
07:52:22

terça-feira, 23 de março de 2010

vulcão

me falaram que eu escrevo como água
mas a verdade não se pode dissolver
então prefiro escrever como fogo
na intenção de que a alma
solidifique o pensamento
nas lavas das palavras

Sandoval Fagundes, João Pessoa - segunda-feira, 22 de março de 2010
22:43:48

sono histórico

ontem eu vi Karl Marx
tomando um taxi
com a liga dos justos
para ir ao funeral
do último shopping center
unidos a esse espaço onírico
proletários de todos os países
aplaudiam mais que felizes
o fim do capital

Sandoval Fagundes, João Pessoa - sábado, 20 de março de 2010
09:27:11

Pura amizade

amo
a minha
magrelinha
alma luminosa
o sorriso alvinho
teus olhos espertos
o cheiro doce de ninho
a pele veludo bem branquinha
sabor e beleza quem quer adivinha

Sandoval Fagundes, João Pessoa - sexta-feira, 19 de março de 2010
00:44:20

Tolerância

não fui vencido
nasci folha em branco
onde escrevi o que hoje sou
não tenho e não me sinto escravo
Locke e eu somos iguais
não posso fazer-lhe mal
nem ele a mim

Sandoval Fagundes, João Pessoa - sexta-feira, 19 de março de 2010
11:23:08

Lembrete

Muito
antes do
bem coletivo
Rousseau e eu
nascemos livres
mas força é um fato
em estado de natureza
poderíamos falar com Deus
diretamente em nossos corações
mas o direito enquanto conceito moral
só nos permite falar com Deus em contrato social

Sandoval Fagundes,João Pessoa - sexta-feira, 19 de março de 2010
05:23:06

autoridade

aparentemente todos temos direito a tudo
mas quando as coisas são escassas
alguns fortes outros inteligentes
e nenhum valor suficiente
contra o medo do outro
nas mãos do Leviatã
Hobbes suplica
sua rendição


Sandoval Fagundes, João Pessoa - sexta-feira, 19 de março de 2010
12:09:41

segunda-feira, 15 de março de 2010

Lugar da oficina

Algum tempo depois do grave acidente emotivo
o coração chegou machucado para uma boa reforma
recuperados alguns dos detalhes perdidos nos sonhos
e logo soaram as primeiras marteladas em sua lataria
a porta do motorista substituída na estrutura da vida
sistemas revisados, freios, refrigeração da paciência
monobloco alinhado à paixão conforme manual de fábrica
todas as partes instáveis do eixo afetivo se firmaram
o motor da compreensão realinhado à estrutura original
a sensibilidade recebendo muitos retoques de carinho
chegou ao pátio com o seu ego de pintura impecável
pronto para mais uma aventura na avenida do amor

Sandoval Fagundes, João Pessoa - segunda-feira, 15 de março de 2010
03:45:47

revisado em 5 de junho de 2017
CASA6 - 23:26

Hipnose

quando arregala a claridade
teu olhar suga o universo
desorienta as naves
arrebenta os fios
abre estradas
de idéias
fixas

(já estou imóvel)




Sandoval Fagundes, João Pessoa - terça-feira, 9 de março de 2010
13:07:07

coisas aleatórias

no escuro
de todas as falas
querer foi a palavra chave
para acender todas as nossas dúvidas

Sandoval Fagundes, João Pessoa- quinta-feira, 11 de março de 2010
10:54:54

Chuva na floresta

Ela vem deslumbrante de cinza chumbo
ele vai alucinado de amarelo fogo
ela nuvem assanhada e derretendo de calor
ele sol envolvido e mergulhado no vapor
ela desce abrangente sobre o mundo
ele sobe dissolvente e profundo


Sandoval Fagundes, João Pessoa- quinta-feira, 11 de março de 2010
09:45:42

Kitila Macombo

rela no mulundu
cheira mujimbo
cresce mulemba
Kitila macombo
rebola im-amba

cintila o monjolo
bate teu bombo
ogã de obatalá
kitila macombo
cumeeira de omalá

tem ologbô na roda
fruto de nanã
à luz do congá
Kitila macombo
o filho de obá

Sandoval Fagundes, João Pessoa - sexta-feira, 12 de março de 2010
03:20:04

Paisagem do beijo

Beijo plantado na boca
é folha
beijo cultivado no amor
é árvore
beijo consagrado no tempo
é floresta

Sandoval Fagundes, João Pessoa - quarta-feira, 10 de março de 2010
21:25:54

Roteiro de criança

para toda menina puladora
há um passo gigante
correndo sobre pensamentos singulares
na mente de Lewis Carrol
onde o gato de Alice se perde no riso
e a sorte é sempre a oferta melhor
que a intenção da estória

para toda mulher sonhadora
há um traço triunfante
movendo pensamentos irregulares
na sua mente leve de farol
onde de fato a vida só vale se correr risco
e o norte será sempre uma estrada maior
que a construção da história

Sandoval Fagundes , domingo, 21 de fevereiro de 2010
18:56:07

sonho de artista plástico

pinto todas as formas de amar
com as cores de todas as paletas
nos vazios fora das caixas

combinando a expansão
de tudo aquilo o que não possuo
com a respiração artística
do meu universo onírico

Sandoval Fagundes, terça-feira, 9 de março de 2010
00:24:03

domingo, 7 de março de 2010

Lado B

incêndios carbonizando as matas
tsunamis de intenções de horror
enchentes de pessoas desonestas
furações destroçando a inteligência
inundação de inutilidades tecnológicas
nevasca imobilizando a consciência ecológica
milhares de raios na rede de incompetência política
deformações genéticas, assassinatos, genocídios, vida sem valor...


...vamos falar de amor?

Sandoval Fagundes, João Pessoa -
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
11:17:42

apenas sobre a morte

Ela me banhou com sua língua morna de luzes
para me alertar que viva intensamente
e que esteja acordado na hora da viagem
despido do sangue dos sonhos


Sandoval Fagundes e Archidy Picado, João Pessoa, terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
14:10

apenas sobre a morte

Ela me banhou com sua língua morna de luzes
para me alertar que viva intensamente
e que esteja acordado na hora da viagem
despido do sangue dos sonhos


Sandoval Fagundes e Archidy Picado, João Pessoa, terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
14:10

Sobre a morte

Ela me banhou com sua língua morna de luzes

para me alertar que eu viva intensamente

que esteja acordado na hora da viagem

despido do sangue dos sonhos daqui

resolvido como uma criança feliz

pronto para viver nossos nadas

de todas as dúvidas abertas

os vínculos, dívidas e sóis

perdidos em pó e fogo

transformando o eu

em nós aflorados

nas sementes

dos jardins

úmidos

cores

ar.


...aroma que transporta!





Sandoval Fagundes, João Pessoa - segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Canção da pele

tecido ávido toca
poro aberto canta
língua aflita fala
cútis alerta reclama
fragrância sutil deseja
fogo atrevido inflama
tez apaixonada encara
superfície viva ama
afago suave assalta
olhar sinuoso trama
mão transparente afina
pele inspirada chama

Sandoval Fagundes, João Pessoa
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
12:16:04

anjos

aberto é saber do nosso tempo
que sempre alerta nossos sentimentos
para a necessidade contínua de aprender
sobre o saldo dessa vida que nos deixa só


Sandoval Fagundes, João Pessoa - quarta-feira, 3 de março de 2010
02:16:05

Maracatu fora de época

perguntaram onde esta meu carnaval
eu me pergunto, onde estão sua esferas?
pois já não sei onde vai dar minha loucura
qual diadema aponta a minha namorada
ontem pensava nesta estrada reta e fria
hoje acredito que a vida são quimeras
perguntaram se eu tenho algum juízo
eu já caduco perguntei a madrugada
quem dissipou teus cabelos de água e fogo?
pois transformei solidão em fantasia
ontem meu feto ainda vivo nas paredes
hoje viver na utopia é a única morada

Sandoval Fagundes, João Pessoa, segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
11:28:39

Roteiro de criança

para toda menina puladora
há um passo gigante
correndo sobre pensamentos singulares
na mente de Lewis Carrol
onde o gato de Alice se perde no riso
e a sorte é sempre a oferta melhor
que a intenção da estória

para toda mulher sonhadora
há um traço triunfante
movendo pensamentos irregulares
na sua mente leve de farol
onde de fato a vida só vale se correr risco
e o norte será sempre uma estrada maior
que a construção da história

Sandoval Fagundes , domingo, 21 de fevereiro de 2010
18:56:07

culinária

selecionou e lavou as ilusões
cortou fora todas as dúvidas
refogou o ar cuidadosamente
dourando a vida no desejo
temperou a fala no telefone
flambou o sonho no carinho
mexeu a panela com vontade...

...e em forno brando
aqueceu o coração apimentado.

Sandoval Fagundes, João Pessoa - quinta-feira, 4 de março de 2010
12:43:24

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

em ti ressoam todas as falas cósmicas
enquanto o universo se movimenta
no grito móvel de tudo que escuto
e da tradução que a dança eleva
se toda razão que percorre ata
o motivo pleno à liberdade
também moverá o Ser


Sandoval Fagundes,
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
18:44:43

terça-feira, 28 de julho de 2009

Futuro inventado

todo futuro previsto
eu vou logo revestindo de sucesso
e confeito em camadas de açúcar
depois envolvo de facilidades
embrulho em folhas de fortuna
para no final de tudo isso
guardá-lo no armário frio
junto ao mofo das ilusões

Sandoval Fagundes, João Pessoa- terça feira, 28 de julho de 2009
22:48

segunda-feira, 27 de julho de 2009

loucura de poeta

sou aquele que vive ou canta o fazer
do encanto da ação do sentimento
num canto mais além do que se pensa

Sandoval Fagundes - segunda-feira, 27 de julho de 2009
05:20:04

tambores

atables que embatem amores
atabaque nas mãos carinhosas
baque afoito do toque
na pele que acorda

batuques que protegem os espíritos
ogãs do io ou do jeje tomados
batucada enlevada no bamba
na pele que soa

bombos que batem rogos
pandeiros e surdos secretos
samba descalço no morro
na pele que dança

alfaias que abarcam a vida
cirandeiros e tantãs arredios
pancada, repique no mundo
na pele que acirra

Sandoval Fagundes, João Pessoa - segunda-feira, 27 de julho de 2009
00:09:15

sábado, 25 de julho de 2009

poesia presente

quando desejares
a poesia estará presente
forte seja o teu desejo
de novidade recente
vontade de estar feliz
nas utopias inocentes
seja presente a matriz
e filial o que sentes

Sandoval Fagundes, sexta-feira, 24 de julho de 2009
23:52:55

Reflexo

parece que ela sempre se olha pelo avesso inútil
e insiste em mergulhar nas imagens laminadas
por não compreender seus desdobramentos
prefere duplicar-se em tais confrontos
nunca aceitará os olhos invertidos
se é mentira da beleza copiada
querer procurar o corpo
quando sua alma
acordar só
diante
si

Sandoval Fagundes, sexta-feira, 24 de julho de 2009
23:24:55

sexta-feira, 24 de julho de 2009

posse

contradição
é tão amarga
sem explicação
eu trago para mim

compota doce
é tão larga
nem que já fosse
um trago já no fim

Sandoval Fagundes, sexta-feira, 24 de julho de 2009
13:43:32