domingo, 19 de julho de 2009

Lugar vida

quero
correr a vida
e ha sempre um risco
no ato de morrer de amor
quando se quer a liberdade
se somos apenas o traço
da linha que optamos
do ser apenas só
quando nada
somos
e se
é
para
ser só
sem ter
e sem ser
propriedade
e nem querer
nada de ninguém
quase nunca prometer
talvez nem a pele da alma
vou correr o risco de voltar para casa
e quantas vezes povoar o templo de absurdos
com portas abertas ao nada e o mundo ao meu dispor

Sandoval Fagundes, João Pessoa - domingo, 19 de julho de 2009
16:22:11

2 comentários:

Tela disse...

Bonito o seio e o seu risco de vida.

Anônimo disse...

quando o baticun do coração
fala
tudo é silencio, palavras o vento
leva mas as batidas permanecem